Sou fã de carteirinha do Lenine, e neste mês ele matou a minha ansiedade de músicas inéditas com o lançamento de Labiata, o primeiro material de estudio depois de Falange Canibal, de 2002. O nome é inspirado em uma das paixões do compositor, as orquídeas. O repertório vem mais intimista, com a banda de sempre: Guila, Pantico e Jr. Tostói, e participações e parcerias diversas, inclusive dos filhos na música "Continuação". Por falar em filho, segue uma parte do depoimento de um dos seus herdeiros, João Cavalcanti, jornalista e membro da banda Casuarina: "Um desavisado diria que meu pai trafega nas interseções. Entre a vanguarda e a resistência; entre o ruído e a pausa; entre o registro e a circunstância. Lenine não trafega nas interseções, ele as cria. Interseções de tudo que ele incorpora nas suas viagens, físicas e metafísicas mundos afora. Sempre munido do espírito-esponja que retém o que lhe interessa de tudo que absorve."
Em casa eu costumo passar mais tempo na cozinha do que a Carol, mas ela também se arrisca de vez em quando. E a minha receita preferida dela é essa aí:
Ingredientes (para 6 pessoas)
1 kg de bacalhau 1/2 kg de batata 3 cebolas 15 tomatinhos cereja Ramos de Alecrim fresco 1/2 litro de azeite 4 ovos 200g de azeitona preta
Primeiro limpe bem o filé do bacalhau, tire todo o excesso de sal e deixe de molho em água filtrada umas 8hs, troque a água uma vez se possível. Separe a travessa e vá formando camadas, gosto de partir os ingredientes (bacalhau, batata e tomate) sempre do mesmo tamanho. Coloque o tomate cereja depois a batata já cozida e descascada, a camada do bacalhau, a cebola em rodelas e logo em seguida com um pouco de azeitonas pretas sem sementes, muito azeite, e para finalizar, os ramos de alecrim. Não é sempre que coloco ovos cozidos e pimentão (vermelho e amarelo), mas podem ser acrescentados. Sempre tinha uma dúvida em relação ao cozinhar os ovos, não sabia se colocava eles logo na água fria ou só quando a água já estivesse fervendo, ai o amigo e chefFabio me explicou que temos que esperar a água ferver, valeu a dica! :) Leve a travessa ao forno coberta com papel alumínio por 1 hora em temperatura média, retire o alumínio e deixe dourar. Pronto, bom apetite! A Carol sugere Arnaldo Antunes pra acompanhar o prato.
Existe alguém que não gosta de sobremesas com morango? Difícil um casamento tão feliz quanto o azedinho da fruta com o doce! Essa receita foi a IveteCoelli, sogra da minha mana e super cozinheira, que enviou:
Ingredientes: • 1 lata de leite condensado • 2 1/2 xícaras (chá) de leite • 2 colheres (sopa) cheias de amido de milho • 1 embalagem de creme de leite (200ml) • 1 colher (chá) de essência de baunilha • 1 caixinha de morango picado (300g) • 1/2 xícara (chá) de açúcar • 2 embalagens de biscoitos de palito de chocolate
Modo de Preparo: Leve ao fogo (baixo) o leite condensado, o leite, o amido de milho, mexendo sempre até engrossar. Junte o creme de leite, a baunilha e misture. Reserve. Leve ao fogo o morango com o açúcar. Deixe cozinhar até reduzir um pouco o líquido. Numa travessa retangular (pequena) faça camadas alternadas de palitos de chocolate, creme de baunilha e morango, terminando com o morango. Sirva gelado.
Mais um portal pra quem gosta de gastronomia: a revista Prazeres da Mesa lançou nesta segunda a sua versão online. O conteúdo já está "recheado": blogs, reportagens, vinhos, cervejas, dicas, roteiros e ,claro, receitas. http://prazeresdamesa.uol.com.br/
Todo mundo já ouviu essa história, mas é sempre bom avisar: a pizza italiana feita na origem não se parece muito com a nossa. Essa ai da foto eu comi em Roma, e da pra ver bem como eles costumam aparecer na mesa: menores, mas individuais; pouco molho e queijo e com coberturas um pouco incomuns pra nós. Essa se chamava "quatro estações", tinha cogumelos, beringela, abobrinha, pimentão, queijo, molho e a flor da abobrinha também, coisa que raramente vemos por aqui. Simples, mas bem saborosa.
Em algum lugar distante da década de 80, eu meu amigo Alexandre ouvíamos o que todo mundo ouvia na época: Legião, Ultraje, Paralamas, etc... A paixão pela música logo trouxe para nossas tardes o violão, logo depois as serenatas e festinhas movidas a "meu erro", "quase sem querer", "ciúmes" e outras pérolas do período. Não ria, na época a gente fazia sucesso!
De lá pra cá, continuei com a paixão pelo instrumento e pela música, mas continuo tocando bem mais ou menos. O Alexandre virou músico de verdade, hoje toca baixo na Maria Fumaça, banda que sempre lota as casas onde toca, e claro, continua tendo muito bom gosto para drinks e música, como você pode ver aí em baixo:
Mojito é uma bebida tradicional em Cuba.
- 10 folhas de hortelã - 1 colher (sobremesa) de açúcar refinado - 1/4 xícara (chá) de suco de limão - 1/2 xícara (chá) de rum - 3 pedra(s) de gelo - quanto baste de club-soda
Macerar a hortelã com o açúcar. Adicionar o suco de limão, o rum e o gelo. Completar com o club soda. Dica: Use um copo grande para vinho tinto ou copo longo para drink. Decore com uma rodela de limão e folhas de hortelã.
Pra ver e escutar:
DVD Buena Vista Social Club.
Durante muitos anos, artistas cubanos da vanguarda ficaram no ostracismo; muitos deles sem tocar seus instrumentos por mais de 10 anos. O produtor musical Ry Cooder, com a expectativa de encontrar artistas cubanos e reuni-los para a gravação de um disco, viajou até Havana em 1996. Entre os mais famosos, destacam-se Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Omara Portuondo, Eliades Ochoa Faustino Oramas e Rubén Gonzáles. O título do disco, Buena Vista Social Club, é uma referência a uma antiga casa de shows cubana, que havia deixado de existir por volta dos anos 50. O documentário mostra, a partir do retorno de Ry Cooder a Havana, em 1998, as histórias de vida dos músicos cubanos envolvidos no projeto e como o sucesso do disco Buena Vista Social Club, premiado com um Grammy, que se reflete nas apresentações dos artistas em Amsterdam (HOL) e no Carnegie Hall, em Nova Iorque (EUA), transformou a vida dessas pessoas.
Tem cenas que parecem pular na sua frente, foi o caso dessas pimentas, que estavam "posando" na frente de uma janela azul bem rústica. Aí fica fácil fazer a foto. :)
Essa torta da minha tia Edna é famosa, uma daquelas receitas que me lembram a infância. Quando era criança e passava minhas férias em Catanduva a gente adorava quando ela ia fazer essa receita e deixava a gente ficar jogando o coco no chão até quebrar. Mas o que a gente gostava mesmo era de comer a torta inteira!
Massa: 2 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de açúcar 1 colher rasa (sopa) de fermento químico em pó 1 pitada de sal 2 colheres (sopa) de margarina 1 gema, reserve a clara. 3 colheres (sopa) de leite.
Recheio: 1 lata de leite condensado ½ lata de leite 2 gemas, reserve as claras 1 coco fruta, sem casca e ralado
Cobertura: As 3 claras reservadas 3 colheres (sopa) de açúcar refinado
Massa: Misture todos os ingredientes, amasse bem. Se precisar acrescente leite, deixando uma massa homogênea. (não dura) Forre o fundo e as laterais de uma forma de 22 cm de diâmetro de aro removível. Leve para assar por 10 a 15 minutos.
Recheio: Leve todos os ingredientes ao fogo até engrossar e formar um creme.
Cobertura: Bata as claras em neve com o açúcar até formar um merengue.
Montagem: Depois da massa assada, coloque o creme e em seguida as claras em neve. Leve ao forno novamente até dourar. Deixe esfriar e leve para gelar.
Não sei com o que vocês acham que essa torta combina, mas pra mim lembra isso aqui:
As últimas fotos que publiquei aqui foram clicadas no mercado de Santiago, aqui vão mais algumas do Chile, mas agora o tema é o vinho:
Visitar o Chile e não ir em uma vinícola é como ir ao Rio e não conhecer o Cristo. Essa foto foi clicada na Cousino Macul, a vinícola mais antiga do Chile, dizem que a visita na Concha y Toro é excelente, mais preparada para receber turistas.
Essa "pequena" prateleira é só uma das muitas no "El Mundo del Vino", uma das melhores e maiores lojas de vinho de Santiago. Para todos os gostos e bolsos.