Salada de abacate, folhas, manga e nozes


A rede social que anda tomando parte do meu tempo disponível é o Pinterest. Resumindo para quem não conhece, segundo a descrição do Wikipedia: "...é uma rede social de compartilhamento de fotos. Assemelha-se a um quadro de inspirações, onde os usuários podem compartilhar e gerenciar imagens temáticas, como de jogos, de hobbies, de roupas, de perfumes, etc"
Eu uso o meu para guardar imagens de lugares que gostaria de conhecer, casas que gostaria de ter e pratos que gostaria de fazer...rs

Mas estou comentando sobre porque ultimamente ando me inspirando muito nas imagens que encontro por lá, essa salada é uma delas. Além de linda e super colorida a combinação me agradou à primeira vista.

Sobre os ingredientes, quero fazer um comentário sobre o abacate, esse ingrediente ainda mal aproveitado. Crescemos usando essa fruta na vitamina e não lembro de ter experimentado nada salgado com ele até experimentar guacamole, já adulto em algum restaurante mexicano. 
Interessante é perceber que em muitos países, talvez na maioria, as receitas com abacate em saladas, patês, entradas sejam mais comuns.
Se você ainda não experimentou, deixe o preconceito de lado e faça essa saladinha já! 


Ingredientes:
- Folhas verdes de sua preferência
- Mangas maduras e firmes picadas em cubos
- Abacate picado em cubos
- Nozes picadas grosseiramente

Para o molho fiz a minha mistura preferida: mostarda, mel, vinagre balsâmico, azeite, pimenta do reino moída na hora.

Refrescante, saudável, colorida e fácil de fazer. Precisa mais?
Bom apetite!

E pra harmonizar, uma música dos Beatles que é meu remédio contra o mau humor.

Fazenda e Queijo Fresco



Sou um cara urbano, mas por outro lado sinto uma falta danada de ficar no meio do mato, escondido de vez em quando. Então surgiu a oportunidade de ir para a fazenda do Osvaldinho, tio da Carol, e fomos mais do que depressa para o Goiás!

E lá onde trocamos o alarme pelo despertar com os pássaros e onde o celular pega mal mas a prosa é boa, descansamos por quatro dias, vendo o tempo passar lento e o sol nascer rápido.
Assim aproveitei para fotografar, curtir a esposa e os filhos, ler, e claro, cozinhar um pouco.

Falando em leitura, lá acabei de ler o livro Calor do Bill Buford. Em um momento ele faz uma descrição muito bacana sobre a "comida pequena", aquela feita em menor escala, artesanal e com ingredientes de origem. Em contraponto existe a "comida grande": a maioria das coisas que comemos hoje, industrial e de qualidade e origem questionáveis.
Infelizmente a distância dos fornecedores e a falta de tempo deixa a "comida pequena" cada vez mais difícil para quem mora nas grandes cidades.

Por isso não pensei duas vezes quando a Adriana se dispôs a me ensinar a fazer queijo, ter a oportunidade de produzir um alimento do começo ao fim me deixou bem animado, tenho muita curiosidade pelas receitas e métodos essenciais da comida e seu preparo, então lá fomos nós buscar leite no curral e partir do zero com o nosso pequeno (e nobre) queijo.

Então se você tiver a oportunidade de colocar as mãos em um boa quantidade de leite de verdade, não perca a oportunidade de arriscar também.

Ingredientes:
(rende um queijo médio)
- 7 litros de leite
- 1 colher (sopa) de coagulante (lá usamos desta marca)
- sal a gosto (usamos +- uma colher de sopa)

Preparo: 

Coloque o coagulante no leite em temperatura ambiente, tampe, deixe em repouso por aproximadamente 30 minutos, ou até que o leite vire uma massa firme como uma gelatina. Mexa até que ela se quebre bem e deixe novamente descansar até que o soro solte da massa e fique na superfície.
Com um pano limpo coe a massa, tirando e descartando o soro, tempere a massa com sal e coloque na forma própria de queijo (ou um cano de pvc com furinhos para o soro vazar) e aperte bem com a mãos, comprimindo até tirar bem o soro, coloque o queijo em cima de uma peneira e deixe de um dia para outro em local fresco.































Vendo as fotos me deu uma vontade de ouvir Damie Rice, e acho que um pouco de folk vai bem no campo :)


Conchiglione de bacalhau



Aqui em Uberlândia vou sempre ao Barolo, restaurante que recomendo muito para quem é daqui ou visita a cidade.
Dias atrás comi por lá um conchiglione de bacalhau delicioso no buffet de frios. Pedi a receita e reproduzi em casa com leves adaptações e servi quente. Conclusão: se você gosta de massa e bacalhau corra pra cozinha e faça já!

Ingredientes:
(serve 8 pessoas)
- 400g de massa tipo conchiglione
- 500g de bacalhau (este peso ainda salgado e seco)
- 1 pote de catupiry (410g)
- 1 cebola
- 2 dentes de alho
- 3 latas de tomate pelado (1 para o recheio e 2 para o molho)
- manjericão a gosto
- azeite e sal a gosto

Luca: meu ajudante favorito
Preparo:
Depois de dessalgar, refogue o bacalhau com uma cebola e um dente de alho bem picados. Vá mexendo até o bacalhau ficar bem desfiado. 
Acrescente uma lata de tomate pelado, o catupiry e misture bem. Reserve.

Para fazer o molho que vai sobre a massa, você pode usar sua receita preferida (caseiro de preferência) ou fazer como eu: apenas coloquei os tomates das duas latas em uma panela com um fio de azeite, um pouco de sal e um dente de alho picado e misturei até começar a ferver.

Hora de cozinhar a massa.
Em uma panela grande com água, cozinhe a massa seguindo o tempo e instruções da embalagem. 
Aí está uma coisa que eu cronometro no relógio, e no caso desta massa que volta para o forno, tiro sempre um minuto antes e escorro na água fria para interromper o cozimento.

Agora é só montar.
Acrescente mais ou menos uma colher de sobremesa do recheio em cada conchiglione, distribua-os conforme a foto a baixo em uma assadeira (precisei de duas grandes para a quantidade desta receita) e cubra com o molho de tomate.
Aí é só levar ao forno preaquecido a 200ºC por 30 minutos, de preferência coberto de papel alumínio.
Depois é só decorar com o manjericão e servir. Bom apetite! 



E vamos hoje com uma dupla que eu gosto muito: Turin Brakes.

Santiago para comer - parte 2


San Cristobal
O Cerro San Cristobal, no bairro Bellavista, foi nosso destino na manhã de domingo. Depois de subir de funicular, uma vista sensacional de Santiago espera por nós. Outra opção é parar no zoológico, que fica no meio da morro, fica a dica se você vai com crianças.

Mercado Central
Mercado Central
O Mercado é outro passeio indispensável para os gulosos, a grande atração é a variedade de peixes e frutos do mar.
Aproveite e, se conseguir uma mesa do Donde Augusto, peça a centolla (um caranguejo maior que um prato grande) ou um jardim do mar (prato com uma incontável variedade de frutos do mar) e curta o movimento.

A variedade de peixes e frutos do mar é impressionante



Feira de orgânicos da Plaza Perú
Delícias de Las Condes
Las condes é um dos bairros mais sofisticados da capital, lá você vai encontrar muitas lojas, hotéis e restaurantes bacanas. 
Nosso primeiro destino foi a feira de orgânicos da Plaza Perú, são apenas algumas bancas, mas com uma variedade interessante de produtos para quem se preocupa com a procedência dos ingredientes e materias do que compra.


Coquinaria
Coquinaria: além das guloseimas variadas, artigos gourmet para agradar os cozinheiros
Coquinaria
Logo em frente à praça conhecemos a Coquinaria, um empório-restaurante-cafeteria que recomendo muito.
Pedimos uma entrada deliciosa com pequenas porções de ceviche, ostras, caranguejo... Carol adorou esse sanduíche lindo de salmão defumado acompanhado de fritas.
Como se não bastasse, de sobremesa você pode provar os sorvetes, chocolates, cafés e ainda sair com uma sacola cheia de produtos gourmet pra trazer de lembrança e cozinhar em casa.

Pizzaria Tiramissu
Pizzaria Tiramissu
Se cansar dos turistas, peixes, frutos do mar e quiser comer uma boa pizza o destino é a Tiramissu, pizzaria da vizinhança de Las condes. E se o seu apetite for tão bom quanto o nosso peça de antepasto esse delicioso prato com salmão defumado, burrata, rúcula e tomates secos.

Como Água para Chocolate.
Como água para chocolate
Não sei se por ter ouvido falar tanto dele fiquei um pouco decepcionado com a comida e o atendimento deste que é o Restaurante destino de grande parte dos brasileiros, me deu a impressão que tudo é feito em escala industrial. O ambiente é lúdico e tem toda a temática do filme e tal, mas minha opinião pessoal é que Santiago tem dezenas de opções melhores.

Pub Dublin
Pub Dublin
Fomos afogar nossas mágoas do restaurante citado acima em um pub bem próximo, não posso falar sobre a comida porque havíamos acabado de jantar e não provamos nada, mas a trilha sonora era de primeira e havia boas opções de cervejas, o que para nós era mais que suficiente no momento.

La Mar Cebicheria
La Mar
Nosso último destino gastronômico foi outro empreendimento do grande Gaston, o La Mar tem o cardápio mais acessível e menos pretensioso que o irmão mais velho, o que não faz dele menos recomendável e delicioso. O La Mar já tem uma filial em SP inclusive.
Como o nome diz, o cardápio é dominado por peixes e frutos do mar em receitas típicamente Peruanas.
Lá degustamos nosso último Ceviche e tomamos nosso último Pisco. Não tinha como ser melhor!

Santiago para comer - parte 1


Por algum motivo que não sei explicar deixei este post guardado por alguns meses, mas hoje e na próxima semana publico algumas dicas sobre nossa última viagem para a bela capital chilena. Espero que gostem ;)

Em 2003 fui a Santiago pela primeira vez, era também minha primeira viagem para o exterior.
Nesta visita os tios da Carol moravam na cidade, e fiquei muito impressionado com a arquitetura moderna, as largas calçadas e as ruas completamente limpas.
Tinha aquela visão muito equivocada de que Santiago era meio parecido com aquelas cenas de filmes com galinhas dentro de ônibus velhos, quanta ignorância…
Como toda cidade, existem áreas mais degradadas e outras muitos bacanas, mas no geral a cidade é linda.
A primeira viagem foi totalmente turística, como na minha opinião toda visita a um novo destino deve ser, esta foi diferente: descanso e comida eram as duas prioridades.
Então não usem este post como um guia da cidade, não fui a muitos pontos turísticos obrigatórios, mas acho temos algumas dicas de onde encontrar um belo prato em Santiago.


Shopping, restaurantes e a melhor refeição da viagem.


Parque Arauco e Vendetta
Como chegamos perto da hora do almoço, não planejamos nenhum passeio mais longo, aproveitamos para nos acomodar e depois ir até o Parque Arauco, que fica bem perto do hotel, para comer algo e trocar algum dinheiro.
O Arauco é o maior shopping de Santiago, tem lojas de grandes marcas e um arquitetura bacana, com muitos espaços abertos.
Procurando algo pra comer paramos em um restaurante chamado Vendetta, confesso que não esperava muita coisa, mas fomos surpreendidos por dois pratos muito saborosos. Especialmente o da Carol, um nhoque no molho branco, salmão defumado, queijo e até caviar.. chique demais pra quem queria fazer só um lanchinho.
Antes de voltar para o hotel, um pulinho na Mundo del Vino para abastecer o frigobar.


Astrid y Gaston: a melhor refeição
A noite, nosso primeiro destino planejado: o restaurante Astrid y Gastón.
A história desse casal-restaurante é bem bacana, ela é alemã e ele peruano, se conheceram estudando gastronomia em Paris inauguraram sua primeira casa em Lima em 1994. Hoje, com restaurantes espalhados por toda a américa latina, figuram entre os 50 melhores restaurantes do mundo pela lista da Restaurant Magazine, fazendo uma comida que mistura a tradição peruana com as técnicas francesas.


Mas falando do que interessa, se fosse recomendar um único restaurante em Santiago, recomendaria este. A casa é bacana mas sem luxos, o atendimento é excelente mas sem formalidades.
Optamos pelo menu degustação, meio preocupados com a quantidade de pratos, mas ainda bem que fizemos esta escolha: uma entrada com ceviches, camarão empanado e outras guloseimas fantásticas abre uma sequência de pratos deliciosos.
Depois 3 pratos quentes: salmão acompanhado com risoto, uma massa com camarões e depois um filé dos deuses.
O Raul, o atencioso garçom que nos atendeu, percebendo a minha curiosidade pela cozinha, me perguntou se queria conhecê-la, aceitei o convite sem pensar!


E pra fechar, essa sobremesa linda: sorvete, doce de leite, arroz doce e uns biscoitinhos que lembram os de chuva. Simples e deliciosa.


Duas horas depois, saímos felizes, super satisfeitos e com uma dúvida danada se conseguiríamos uma experiência gastronômica superior na cidade. Com certeza uma das melhores refeições que já fizemos.

Segundo dia: um pouco de turismo, vinho e (claro) comida.



Los Dominicos: artesanatos e lembranças típicas
O segundo dia da viagem começou com um passeio bem turístico e muito bacana pra quem quer comprar artesanato e outras lembranças típicas: o Pueblito Los Dominicos.
Um antigo mosteiro que hoje abriga dezenas de lojas que vendem blusas, jóias, esculturas e todo tipo de trabalho manual.


Liguria: clima de boteco
No almoço fomos conhecer o Liguria, um bar tradicional de Santiago. A casa estava lotada e dá pra perceber que muitos turistas (sentamos ao lado de um casal de brasileiros) se misturam à turma local.
Com clima bem boteco, tem um cardápio extenso e uma carta de vinhos bem completa. A Carol foi de merluza e eu de camarão. Gostosos, despretensiosos mas nada de especial. Penso que na minha próxima visita trocaria meu prato por uns aperitivos e ficaria mais tempo curtindo um vinho e o local.


Concha y Toro: passeio obrigatório


A tarde foi a vez de visitar a Concha y Toro, uma das mais tradicionais vinícolas e com certeza a mais conhecida do Chile.
Passeio quase obrigatório, fica a menos de 30 km de Santiago e já vale a pena pela beleza do local: jardins bem cuidados e a linda mansão que foi o refúgio de verão da família de Don Melchior, fundador da marca, parecem cenários de filme.


O passeio continua com a visita a algumas adegas, com direito a momento "suspense" para conhecer a lenda do Casillero del Diablo. Depois de uma degustação, lojinha para comprar lembranças da marca e voltamos para Santiago.
Gostamos muito do passeio é acho que vale a pena para quem é curioso sobre o assunto, o que era o nosso caso, mas se você é apaixonado ou grande conhecedor dos vinhos minha dica é que se informe melhor sobre passeios mais personalizados na própria Concha y Toro ou em outras vinícolas, são várias opções e devem ser mais interessantes para quem quer ir mais fundo ao assunto.



Aqui esta Coco: boa comida e uma decoração sensacional


A noite fomos conhecer outro restaurante muito recomendado: Aqui esta Coco
O espaço já impressiona na fachada, mas o melhor está lá dentro: uma decoração quase cenográfica, que impressiona pela originalidade e bom gosto.
No primeiro salão você dá de cara com essa escultura de baleia que fica sobre o bar. O salão principal é bem espaçoso e tem um pé direito enorme.
Nos levaram para o salão "La Cava", como o nome já diz é decorado com elementos do universo dos vinhos e fica no subsolo do restaurante. Lindo e aconchegante.


Para entrada, fomos de "Carpaccio Austral", um ceviche de salmão defumado, abacate, coentro e limão, vou tentar isso em casa o mais rápido possível!
Para jantar, fui de "100% Chileno", um prato frutos do mar variados e Reineta, um peixe comum nos cardápios chilenos.
A Carol pediu cordeiro com batatas e alecrim, mas quando chegou um prato com um corte estilo Fred Flintstone (foto) ela fez uma cara que gostaria de trocar de prato comigo. Fiz um ótimo negócio: o cordeiro estava divino: macio, tenro e no ponto exato.

E para sobremesa, dividimos um "Crocante de Chirimoya", esta tortinha da foto aí em baixo. Basicamente uma mistura de chantilly com Chirimoya (fruta típica dos Andes que lembra bastante a fruta do conde), calda de maracujá e o crocante batata doce palha. Delícia!

Veredicto: só pelo ambiente vale a visita, mas a comida não fica atrás, os pratos são preparados com cuidado e bem servidos. Só não tirou a primeira colocação do Astrid y Gaston ;)

No próximo post eu conto a resto da viagem ;)