Por aqui quase sempre o calor é exagerado. Na última semana de "inverno" vivemos intensos 36°. Em todos os cantos, esquinas e casas, os diálogos sempre começam assim: "Nada de chuva, heim? Quando será que vem a chuva? Ah, pena que ainda demora a chuva." Um belo dia acordamos com cheiro de beterraba e.... de repente... acho que... tá chovendo!!!! Sorrisos, bom humor, bolinho de chuva. E, então, dois ou três dias seguidos os diálogos começam alegremente com: "Até que enfim a chuva! Como é bom ter chuva!" Só não pode durar mais que 4 dias, porque senão ninguém mais sai de casa e todos os diálogos viram: "que meleca de chuva que não para!..."
Nessa sexta, tive uma delícia de noite: cozinhei ouvindo chorinho. Fizemos um jantar de petiscos vegetarianos ao som de choro à luz de velas. Ao violão, Rogério Motta; decoração da Gaaya, cozinha cheia de gente rindo à beça. Do lado de fora, Marcel e seus clics poderosos, pra registrar o resultado que rendeu o trabalho nos bastidores. Pura inspiração! O frio chegou com força total. Hora da fogueira e de celebrar o inverno com um drink de pinga acompanhado de tapenade de azeitonas.
A gente anda se divertindo muito com nossas experiências gastronômicas. Esse domingo foi um daqueles dias gostosos que ficam na lembrança com uma moldura bem bonita. Fizemos um Brunch no nosso "restaurante secreto" com direito (como disse o Marcel ) a Billie Holliday, taça de espumante, dia de sol, e cheiro de pão, café, flores, amigos, gargalhadas e uma boa dose de comidas inusitadas...
Pra mim, bruschetta é sempre uma escolha feliz quando se quer uma coisa fácil, gostosa e que agrade a todo mundo. Além disso, sempre me traz boas recordações da Itália, já que é uma delícia típica nacional, normalmente acompanhada de ingredientes simples e saborosíssimos. A mais comum leva tomate, manjericão e azeite. Una favola! Mas algumas bruschetterias italianas criaram versões que vão da mozzarella ao sofisticado (e caríssimo!) creme trufado. Na verdade, acho a bruschetta tão querida, que pra ter sucesso basta um bom pão e criatividade.
Quando vi o livro Comidinhas na livraria, não pensei duas vezes e comprei. Além de belas fotos, o livro dá ótimas idéias e combinações para pequenas porções, tipo de apresentação que me agrada cada vez mais, tanto pra fazer quanto pra comer. ;)
Essas receitas não são do livro, mas servem de exemplo para você arriscar suas próprias combinações em casa e preparar pequenas (e saborosas) porções. Funcionam bem como entradas para um almoço, como aperitivos ou até como um "menu degustação" caso você queira fazer um jantar diferente. Arrisque!
A primeira foto é uma simples salada de folhas com ricota e geléia que a Carol preparou, mas a apresentação na xícara fez toda a diferença.
Esta entrada de haddock defumado e tomate sweet grape fiz em casa para receber um casal de amigos. Temperei com um pouco de azeite, um pouco de suco de limão siciliano e uma pitada de sal. Decorei com uma fatia de limão siciliano e flor de manjericão.
Mas se a mistura parece meio sofisticada, experimente fatias de um bom presunto com cubinhos de melão ou figo, decorados com folhas de manjericão ou salsinha.
Este prato minha irmã preparou na nossa viagem de férias: levou ao forno fundos de alcachofra cheios de queijo Gruyère e cubinhos de tomate, junto com aspargos cortados em tiras. Depois de dourar sirva em pequenos pratos ou cumbucas, regue com um pouco de azeite e decore com folhas de manjericão. Outra idéia que me agrada é de rechear o shitake com gorgonzola e apresentar da mesma forma.
Para acompanhar os pequenos pratos, uma grande pequena mulher: Elis Regina. :)