Cervil: Cerveja, gastronomia e harmonização

Foto: Marcel Gussoni

Cerveja, gastronomia e harmonização


“Gastronomia é comer olhando pro céu.”
 (Millôr Fernandes)

“Quem não se importa com o próprio estômago, dificilmente se irá importar com outra coisa.”
(Samuel Johnson)

“Comer, beber, e amar... O resto não vale um níquel.”
(Lord Byron)

Desde sempre a cerveja manteve uma forte e próxima relação com os alimentos, sua origem agrícola e associação à produção de pão é uma demonstração inequívoca disso.
Entretanto, comumente, a cerveja é vista sem protagonismo no universo da gastronomia, ainda que isso tenha mudado muito, graças ao trabalho de chefs jovens e ousados ou mesmo de mestres como o cervejeiro da Cervejaria Brooklin (New York) e gastrônomo Garrett Oliver. Isso ocorre - especialmente no Brasil - muito em função de a cerveja ainda ser vista prioritariamente dentro de um contexto associado a entretenimento festivo e descompromissado, o que pode ser ótimo, porém essa visão esconde inúmeras possibilidades sensoriais representadas pelos mais de 100 estilos de cerveja aos quais hoje se tem considerável acesso em várias cidades brasileiras.
Por outro lado, a cerveja destaca-se cada vez mais como bebida gastronômica em razão da carbonatação que empresta adstringência a qualquer harmonização, além dos sabores tostados, defumados e caramelizados que são únicos entre as bebidas fermentadas. Em função dessas novas possibilidades, iniciou-se um processo de revitalização da cerveja como companhia de pratos sofisticados nos melhores restaurante do mundo, sem que ela perca o aspecto democrático e informal que a popularizou em praticamente todo lugar.
Sobre a harmonização entre cervejas e comida, é crucial o conhecimento prévio tanto do perfil organoléptico da cerveja quanto dos ingredientes e do modo de preparo do prato com o qual se quer harmonizá-la. De outra forma, pode-se correr riscos e aventurar-se por combinações inexploradas e às cegas, o que pode no mínimo ser instrutivo, como também pode ser tremendamente prazeroso.
No universo teórico da harmonização, é mais fácil combinar pratos e cervejas por semelhança, por exemplo, um prato delicado com cervejas de sabores discretos e equilibrados ou pratos gordurosos e condimentados com cervejas potentes e picantes; por outro lado é possível harmonizar também por contraste ou por corte. Neste caso, uma cerveja amarga e alcoólica pode “cortar” os sabores excessivos de uma sobremesa com massa amanteigada e recheio muito doce. Naquele, pode-se pensar em opostos que se somam ao invés de competirem como é o caso de uma Dry Stout harmonizada com sashimi. Entretanto, essas relações, embora elogiadas por muitos, podem não agradar há outros tantos, todavia algumas informações gerais podem ser consideradas na construção de harmonizações entre comida e cerveja:
1.      O amargo do lúpulo limpa o paladar de pratos muito gordurosos ou potentes.
2.      As notas torradas do malte podem remeter a aromas e sabores caramelizados, achocolatados, de café, de toffee ou até de defuma, o que pode harmonizar com sobremesas mais potentes baseadas em chocolate, café, caramelo, etc., ou mesmo assados caramelizados.
3.      A levedura pode emprestar à cerveja aromas frutados e condimentados, o que pode combinar com sobremesas frutadas ou mesmo com pratos mais complexos e potentes.
4.      A água ajuda no delineamento do corpo e da densidade de uma cerveja, por isso pode auxiliá-la a ser leve ou encorpada.
5.      Adjuntos cervejeiros como especiarias, frutas, ervas, etc., podem conferir as características mais variadas às cervejas, o que amplia o espectro de possibilidades de harmonização delas até com as comidas mais exóticas e inusitadas.
6.      Cervejas da família Ale são normalmente mais potentes, condimentadas e alcoólicas. Já as da família Lager são conhecidas no geral pelo seu perfil leve e refrescante. As da família Lambic são famosas pelo seu sabor intenso, acético e, por vezes, amadeirado.
7.      A bebida é a acompanhante do prato, e não o contrário, cuidado para não sobrepujá-lo com uma cerveja que concorra com ele a ponto de boicotá-lo.
8.      Cervejas oriundas de uma determinada região de um país costumam combinar bem com os pratos típicos da gastronomia local.
9.      Comidas muito picantes ou gordurosas harmonizam com cervejas amargas e bem carbonatadas.
10.  Cervejas escuras harmonizam geralmente bem com assados, churrasco, molhos oriundos de reduções lentas e sobremesas a base de chocolate.
11.  Cervejas ácidas combinam bem com sobremesas cítricas ou “cortam” adequadamente comidas muito gordurosas.
12.  Cervejas de sabor delicado e leve harmonizam com saladas, peixe e frango grelhados.
13.  Com frituras em geral, cervejas claras, bem carbonatadas e amargas são combinações consagradas.

Para além disso, é fundamental compreender que a cerveja é farta em possibilidades de combinação quando pensamos o amplo espectro de aromas e sabores possíveis nos diversos estilos de cerveja, como são os casos dos fortes aromas e sabores defumados de uma Rauchbier combinados com um assado de porco bem condimentado e, talvez, caramelizado; ou a delicadeza refrescante de uma Witbier harmonizada com uma sobremesa cítrica; ou mesmo harmonizações clássicas como cervejas muito lupuladas com pratos condimentados; ou cervejas claras de trigo com pratos grelhados, frutos do mar, peixes, saladas e queijos delicados; ou uma Lambic Fruit como acompanhamento para sobremesas a base de frutas in natura ou em calda; ou ainda uma sobremesa de chocolate amargo com alguma Stout potente e aromática.
            Contudo, o importante é experimentar combinações além das consagradas ou tradicionais quando se quer novas experiências e, depois, voltar para o porto seguro do conhecido e já experimentado, ou seja, apesar das muitas regras e de livros dedicados ao tema da harmonização de comida e bebida, deve-se buscar combinações que agradem ao seu paladar. Por isso, textos como esse devem ser tomados menos como referencial e mais como ponto de partida para uma nova ou melhorada relação entre esses dois universos, complementares e tão importantes para o desenvolvimento intelectual, cultural e social do ser humano como são a comida e a cerveja.

Para ouvir harmonizado com uma bela cerveja escura, por exemplo, a excepcional Benedith Gaulesa do amigo e mestre-cervejeiro Roni Godinho, uma playlist focada em Black Music, espero que gostem.








Saudações cervejeiras, musicais e gastronômicas,



Estéfani Martins
Professor, sócio do restaurante Santo Malte, membro da Confraria de Cultura Cervejeira do Cerrado (CCCC) e membro da ACervA Mineira. 


Bacalhau assado e cuscuz marroquino


Só não como mais bacalhau porque aqui os preços não costumam ser convidativos, principalmente quando se trata do "lombo", aquela parte alta e deliciosa do peixe, perfeita para assar ou grelhar em grandes pedaços e ir saboreando as lascas beeem devagar...
Mas quando vou a SP não deixo de trazer um pouco pra casa, o último que chegou por aqui virou este prato da foto.
Também acho que o bacalhau é um ingrediente que merece reinar no prato, nada de temperos ou acompanhamentos que o diminuam ou conflitam com seu sabor.
Por isso nesta receita ele foi assado com muito azeite, dentes de alho e alguns ramos de ervas frescas, em forno bem baixo, acompanhado por um cuscuz marroquino levemente agridoce.

Lembre-se que é importante usar o cuscuz específico para essa receita, que normalmente é encontrado nos empórios gourmet ou supermercados com um bom mix de importados. Não desanime, uma caixinha de 500g custa menos de R$ 10,00 e rende umas dez porções, além de ser uma receita bem simples e rápida. Você pode também experimentar como acompanhamento o arroz branco ou um purê cremoso de batatas ou abóboras.

Apesar da aparência sofisticada é um prato fácil de fazer, confere aí!

Bacalhau
Ingredientes:
(4 pessoas)
- 800g de lombo bacalhau dessalgado
- 8 tomates tomates cereja maduros
- 2 dentes de alho
- ramos de ervas frescas (usei tomilho, sálvia e salsinha)
- pimenta do reino a gosto

Preparo:
Em um refratário coloque o bacalhau dessalgado, tomates cereja inteiros, dentes de alho inteiros descascados e alguns ramos de ervas. Acrescente bastante azeite, o suficiente para chegar pelo menos a metade da altura do bacalhau e cobrir todos os outros ingredientes. A dica é usar um refratário pequeno para que os ingredientes ocupem todo o espaço, assim você usa menos azeite.
Cubra o recipiente com alumínio e leve ao forno na menor temperatura possível (usei 150º) por 90 minutos.


Cuscuz
Ingredientes:
(4 pessoas)
- 200g de cuscuz marroquino
- 1 cenoura ralada
- 1 cebola fatiada bem fina
- 1/3 de xícara (chá) de uvas passas (damasco seco é outra opção)
- 1 tomate picado em cubinhos
- azeite a gosto
- sal a gosto

Preparo:
Siga as instruções da embalagem do cuscuz para o preparo, normalmente é só acrescentar no cuscuz a mesma medida de água quente, tampar, esperar cozinhar uns 5 minutinhos e mexer para soltar.  Mais fácil que miojo...
Depois refogue em uma frigideira com um fio de azeite a cebola até começar a dourar, acrescente os outros ingredientes e refogue por mais uns 5 minutos, aí é só misturar com o cuscuz e está pronto.

Para montar é só colocar no prato uma porção de cuscuz e sobre ela o bacalhau, decore com os tomatinhos assados e ervas frescas e pronto, bom apetite! 



Vou sugerir Ayo cantando Black Spoon em bela versão acústica. Simples e elegante.

Promoção: Sorteio Calendário Sabor Sonoro 2013



Em 2011 tive uma grande vontade de fazer um calendário para o Sabor, a idéia era simples: doze meses em lâminas que trariam receitas variadas dentro de uma caixinha de CD, para brincar com a proposta musical do blog.
Quase dois anos se passaram da idéia à concepção, nasceu como foi imaginado e ainda ganhou mais duas páginas com tabelas de sazonalidades dos principais horti-frutis. Confesso que fiquei bem orgulhoso com o resultado!
Não posso deixar de agradecer a Renata, minha designer favorita e companheira de trabalho pela bela direção de arte. :)



Quer ganhar um também? É só deixar seu comentário com email que vamos sortear 10 calendários na próxima sexta, dia 15 de março. Boa sorte! 


AC/DC Beer - ‘The Beer For The Real Rockers’


Não sei vocês, mas quando o assunto é música, eu curto um bom rock'n'roll: Rolling Stones, Kiss, AC/DC. Essas bandas estão sempre além de seu som e inovam lançando produtos vinculados e goodies para os fãs. Ano passado, o Rolling Stones lançou um whisky comemorativo aos seus 50 anos e o AC/DC, vinhos que levam nomes de suas músicas como Back in Black Shiraz, Hells Bells Sauvignon Blanc, Thunderstruck Chardonnay.


Agora, a banda quer apostar na cerveja. Acaba de surgir no mercado a AC/DC Beer, sua marca oficial de cerveja, com o slogan ‘The Beer For The Real Rockers’ ("A cerveja para verdadeiros roqueiros", em tradução livre). Por enquanto, a premium lager alemã está disponível apenas na Alemanha, em 2 diferentes tamanhos – latinha de 568ml e barril de 5 litros. Legal, não? Será que vamos ter a chance de recebê-las por aqui? De qualquer maneira, a ideia é muito boa e vale um brinde! "For Those About to Rock We Salute You!"
 
Pra entrar no clima, Highway to Hell:



Via.



Carol T. Moré
Publicitária, trabalha com planejamento e conteúdo. Apaixonada por cores e internet, gosta de boas referências, tendências e tem olhos para o que é legal, inovador e original. É no Follow the Colours que você encontra algumas de suas inspirações.

A cozinha da Alice # 29 - 1+1 fazem 2!


Acho que já falei infinitas vezes, mas vou repetir a história: tenho gêmeos, Caio e Theo. Fizeram 2 aninhos esses dias. São os bebês mais lindos do mundo, hoje...rs... Quando eles nasceram tinham o tamanho de um sapato 37. Eram minúsculos prematuros. E mesmo nesse pouco espaço físico, lutaram como bravos guerreiros. Eu, enquanto os via dormir, chorava de alegria e medo. Ficava fazendo carinho revesado por uma janela da incubadora, eram 15 minutos pro Cacá, 15 pro Teté.  Depois de um mês vieram pra casa. Comeram, dormiram, sorriam com o canto da boca enquanto sonhavam. Cresceram. Crescemos. Viramos uma inteira e enorme família. Daquelas que a gente sonha desde muito tempo e nem sabe se um dia vai acontecer, com pipa, gato, cachorro e hortinha. Agora a gente não sabe o que é silêncio, graças a Deus. A casa está sempre cheia. Tem os primos, os tios, a vó Nane, Seu Beto, Maulício, vóvéti, o tio Macéu e tia Calóu. 
A casa tem cheiro de bolo e biscoito como eu sempre sonhei. Eles esparramam giz e comida pela casa toda.
A felicidade, os gritos, os tombos entraram como enxurrada na vida da gente, sem nenhuma delicadeza. Todo aniversário eu comemoro como se o Brasil tivesse ganhado a Copa. Comemoramos todos.




Agora vamos falar de comidinhas. Gosto de fazer a maior parte dos pratinhos. Porque me divirto, e porque já não sou mais tão fã de bolo com tanto chantilly e salgadinho frito. Mas também acho que a gente não tem que ficar se matando na cozinha enquanto deveria estar brincando. Então se você também se diverte, aqui estão algumas dicas.

Flores de milho e tomatinho cereja

Cortei o milho em rodelas de mais ou menos dois dedos de largura, coloquei pra cozinhar com açafrão. Quando frios, coloquei o espeto e um tomatinho cortado ao meio pra fazer o miolo.

Comida de coelho: vaso de mini cenouras e manjericão

Os vasinhos tinham dentro copos descartáveis com maionese. Passei as verduras na frigideira bem quente com um pouco de sal e manteiga, esperei esfriar e montei o vasinho. Usei brócolis e mini cenouras.
Essa ideia veio do Pinterest


Pão com ervas e tomate, assados na xícara de barro
Pão com ervas

Ingredientes

- 1 kg de farinha peneirada
- 1 saquinho fermento biológico seco
- 3 colheres (sopa) de ervas secas
- 1 colher (chá) de sal
- 1 colher (sopa) de azeite
- 1 copo (200 ml) água morna, outros 2 ou 3 para acrescentar depois

Preparo

Coloque a farinha peneirada em uma vasilha grande ou em uma mesa limpa. Coloque o fermento em 1 copo de água morna e deixe descansar por 5 minutos. Faça um buraco no centro da montanha de farinha e despeje a água com fermento e o azeite, e vá misturando devagar e sovando até que a água seja absorvida. Coloque os outros ingredientes, adicionando água aos poucos e sovando, até que fique uma massa bem homogênea. O ponto é um pouco mole, a massa fica grudando nas mãos. Cubra com um pano e deixe crescer por 30 minutos dentro do forno. Em seguida coloque a massa em um vaso de cerâmica, ou mesmo em uma assadeira comum, coloque tomates ou azeitonas por cima e asse a 220° até dourar, aproximadamente 30 minutos. 

Espetos de azeitona preta, queijo e pepino agridoce
 Pepino agridoce

Ingredientes

- 1 pepino japonês grande
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- 4 colheres (sopa) de vinagre
- 1 colher (sopa) rasa de gergelim preto
- 1 colher (café) de sal
- água gelada

Preparo

No dia anterior, passe o pepino em um fatiador, coloque-os dentro de uma vasilha com todos os ingredientes, tampe e leve à geladeira. Na hora de servir escorra e monte os espetos. Pode também ser servido com pão e um fio de óleo de gergelim.



Floresta de cogumelos
 Jardim de cogumelos foram feitos com tomatinho e palmito. Usei a casca da melancia como base e finquei com palito de dente uma rodelinha de palmito e um tomatinho cortado ao meio. A outra metade dos tomatinhos, aquelas que tem a marca do galho, deixei para usar nos espetos de milho, e a parte sem marcas usei para os cogumelos. Joguei folhas de manjericão no final. Essa ideia também veio do Pinterest.

Árvore de comer
Essa receita de amanteigados é uma maravilha maravilhosa que virou obrigatória, em Natal, Carnaval, aniversários, etc. Foi um presente da Tia Patixia. Você pode acrescentar granola, sementes de quinoa, erva doce e o que mais te parecer gostoso! Pode ser preparado dias antes e conservado em embalagem hermeticamente fechada. Dura dois meses, se sobrar ( o que duvido).
Fiz em formato de folhas, cortei pequenos buracos para passar o fio e pendurar na árvore. O Luca quase não deixou pra ninguém.

Biscoitos amanteigados
Rende aproximadamente 50 biscoitos

Ingredientes

- 2 ovos
- 300 g manteiga
- 1 xícara de açúcar
- 5 xícaras de farinha

Preparo

Misture tudo até formar uma massa homogênea. Estique com o rolo e corte com cortador de biscoitos, ou quadradinhos, usando uma faca mesmo. Asse em forno médio, por 20 minutos. Elas são branquinhas mesmo quando assadas, então fique de olho pra não deixar passar do ponto. Eu percebo o ponto quando as bordas de baixo começam a dourar. Nessas eu acrescentei confete verde e essência de amarula.

Bolo de Nutella, damascos e framboesas
Para esse bolo usei a receita do Panelinha. Umedeci a massa depois de assada com licor de gianduia, recheei com Nutella e damascos cortados em pedaços. Achei a massa um pouco seca, mas o sabor estava uma delícia.  As folhas de chocolate foram feitas usando folhas de verdade. Coloquei chocolate (já quase frio) na parte de baixo das folhas e as coloquei na geladeira por algumas horas, depois é só desgrudar da folha e colocar por cima do bolo.


Vasinhos de brigadeiro com manjericão e doce de leite 
Esse acho que nem precisa de receita né, tradicional brigadeiro (delicioso!!! Feito pela querida Tia Lulu) servido por cima do doce de leite.

Suspiro com doce de leite e banana, bolachas com geleia de hortelã e pimenta rosa
Descobri sem querer essa mistura muito muito viciante de banana com doce de leite e suspiro de morango. A única coisa é que precisa ser feito na hora porque a banana solta água e tudo começa a desmoronar. Outra coisa importante é fazer o dobro do que você tinha previsto, é bom demais pra comer pouco.
Corte uma rodela de banana, coloque uma colheradinha de doce de leite e o suspiro por cima. Simples assim!

Maça com bicho gostoso e chocolate branco

Essa também é uma forma simples de incentivar as crianças a gostar de frutas. Com chocolate por cima, tudo fica irresistível.


"Não sei quanto o mundo é bão
Mas ele está melhor
Desde que você chegou
E explicou
O mundo pra mim"

Nando Reis - Espatódea

Vinho & Mesa :: Ceviche e sauvignon blanc

O ceviche preparado pelo Marcel Gussoni, que também atuou como fotógrafo.

O ceviche é um prato de origem andina, patrimônio cultural de vários países como o Peru, Chile, Colômbia e Equador. Consiste basicamente num marinado de peixes de carne branca em suco de limão ou alguma outra fruta cítrica, como laranja ou mexerica, acompanhados por cebola roxa, pimenta vermelha, temperos (coentro, salsinha), milho etc.

Por ser um prato refrescante, ideal para dias de calor, encontrou muitos admiradores no Brasil, até porque não tem grande complexidade para o preparo e pode ser feito com peixes de água doce também, além de não custar muito.

Então, quando fomos convidados para um jantar na casa do Marcel Gussoni - e pudemos conhecer sua adorável família - pensei desde logo que um Sauvignon Blanc seria uma boa pedida, uma combinação clássica apontada em qualquer livro sobre harmonização entre vinho e comida.

Mas porque esse vinho é apontado como ideal?

Primeiro, porque existe uma regra intuitiva à qual não damos muita atenção: vinhos brancos combinam bem com comida de cor mais clara. Você já tinha parado para pensar nisso? Em casos assim os tintos estão praticamente descartados.

Segundo, porque a acidez do prato, tão marcante por conta do suco do limão, pede um vinho com acidez alta, como os Sauvignon Blanc de algumas regiões mais frias da Nova Zelândia ou do Chile, como Casablanca, San Antonio ou Leyda. Esses vinhos também possuem aromas e sabores condimentados, vegetais e cítricos, combinando perfeitamente com o prato.

A Viña Matetic é uma vinícola sediada no Vale de San Antonio. Seus vinhos sofrem influência do Pacífico e essa linha Corralillo tem vinhos com preços atraentes, abaixo dos R$50.

Sabendo do prato e tendo em mente essa harmonização comprei um vinho chileno de San Antonio, de uma vinícola que conheço e respeito bastante, a Matetic. É um vinho na faixa dos R$ 45-50 e quando provado sem o prato revelou-se um vinho de acidez marcante, com aromas e sabores vegetais típicos, folha de tomate, aspargos etc. Bebido com o prato caiu bem, mas passou um pouco por cima da comida, não sendo um resultado tão bom quanto imaginei.

E por que isso aconteceu? Porque a receita do ceviche contou com um toque de criatividade do Marcel, que imaginou que a acidez bem pronunciada, o coentro e a cebola roxa talvez não fossem bem aceitos por alguns dos convidados. Resultado: a acidez do vinho era alta para a elaboração, que levou leite de côco e metade do suco de limão normalmente usado, deixando o ceviche mais “adocicado”. O coentro foi substituído por cebolinha e estragão. 

Os vinhos Dos Fincas, da Viña Amalia, têm boa relação custo x benefício. Alguns deles receberam ótimas notas de críticos e publicações especializadas, custando menos de R$30.

Para minha surpresa, um Sauvignon Blanc argentino, de Mendoza, acabou se saindo melhor que o chileno, uma prova de que na prática a teoria pode ser outra.

Os vinhos com essa uva, elaborados na famosa região da Argentina tendem a ter menos acidez e serem mais frutados. Em boca as notas cítricas lembrando maracujá fizeram um casamento perfeito entre o vinho e o ceviche menos ácido e sem o sabor marcante do coentro.

E pra ficar ainda melhor: foi comprado pelo Marcel a um preço muito bom, algo em torno dos R$30. Aliás, os vinhos da Viña Amalia estão numa faixa de preços acessível e com boa qualidade média.

Foi uma ótima noite de experimentações, mas ainda melhor em razão das companhias em torno da boa mesa.

Saúde a todos!


Gil Mesquita
Professor universitário em cursos jurídicos, enófilo apaixonado, mantém desde 2006 o blog Vinho para Todos (www.vinhoparatodos.com).


Picadinho de filé com catupiry


Quando era moleque adorava suco de caju, de tanto beber o mesmo sabor desisti dele em algum lugar da infância e só voltei a comprá-lo novamente de um dois anos para cá. Na mesma linha está o chocolate branco, que também só apareceu em casa tempos atrás em uma receita que registrei no meu instagram e logo publico por aqui.

Penso que todo mundo passa por isso, mas meu paladar muda de amores sem muita razão ou períodos definidos: tenho a fase só dos peixes, em outro fico só nas massas e por aí vai.
Ultimamente ando meio carnívoro, percebo isso não só quando estou preparando receitas em casa mas também quando estou escolhendo um prato em um cardápio de restaurante. Então já aviso que vocês verão mais receitas dessa categoria em breve.

Essa receita fiz de improviso em um almoço de domingo, nem tinha planos de publicá-la, mas ficou tão gostosa que achei que vocês iriam gostar. Então aí vai:

Ingredientes:
(serve 4 pessoas) 
- 600g de filé mingnon (penso que contra-filé ou alcatra também podem ser usados)
- 200g de catupiry
- 200 ml de vinho tinto seco
- 1 cebola
- 2 colheres (sopa) bem cheias de molho de mostarda
- sal a gosto
- pimenta do reino a gosto

Preparo:
Pique a carne em cubinhos, tempere com um pouco de sal, azeite, mostarda e pimenta do reino.
Em uma frigideira bem quente refogue em fogo alto até começar a dourar. Acrescente a cebola bem picada, assim que ela amolecer acrescente o vinho e misture até reduzir um pouco. Pra finalizar acrescente o catupiry, misture e sirva imediatamente.

Para acompanhar servi essas batatinhas assadas na manteiga com alecrim e alho, mas você pode experimentar com arroz branco ou até como aperitivo junto com algumas torradinhas. Bom apetite!

Um prato com sabor intenso merece um belo blues. Com vocês Gary Clark Jr.

DreConection: Sexo e Kings of Leon

foto: divulgação

Eu não li "50 tons de cinza" e possivelmente não lerei. Porém, eu sei que em algum capítulo deste best seller há um referência a uma das músicas mais tocadas do Kings of Leon: "Sex on fire". Acho que ela só perde para "Use somebody", considerado por alguns o primeiro hit planetário do KOL.
Essas duas músicas estão em "Only by the night" (2008), quarto disco do grupo de Nashville, Tennessee, região dos Estados Unidos famosa pelos astros country. Quem conheceu essa banda pelo vídeo sexy protagonizado pelos irmãos Jared (baixo), Caleb (vocal/guitarra), Nathan (bateria) e pelo primo Matthew Followill (guitarra) não deve se sentir atraído pelas calças boca de sino, os cabelos compridos tipo hippies e as estampas exageradas do figurino do grupo em início de carreira... 


Nos dois primeiros discos - "Youth and young manhood" (2003) e "Aha shake heart break" 2004) o quarteto  mostrou que tinha cacife para uma longa carreira, mas, seria aquele o caminho a seguir? Esses caras têm uma bela história contada às custas de muito sofrimento e dúvidas sobre o que vale a pena arriscar pelo sucesso.

A estética e o som do grupo se desenvolveram e isso ficou claro no terceiro disco, "Because of the times" (2007). Foi ai que eles colocaram os pés um pouco além de Nashville. O que não significa que tenham rompido com as raízes, mas, se abriram para a loucura urbana e ficaram entre o céu e o inferno.

E o auge dessa mistura se dá em "Only by the night", um disco que se ouve da primeira a última faixa sem pensar em dar pause. 

Por isso, não tente traduzir "Sex on fire" para o português ou vai se frustrar. Vale a pena ficar ligado no conceito da música com o refrão cantarolável em arenas, o sex appeal, mas vale muito mais descobrir o que mais o Kings of Leon tem de bom.

Músicas como "King of the Rodeo", "The bucket", "California Waiting", "Molly's Chambers", "On call" e "Knocked up" são alguns exemplos. 


COME AROUND SUNDOWN

Em 2010, quando tinha os holofotes da mídia todos voltados para a banda o Kings of Leon teve um grande desafio. Corria o risco de se repetir para manter-se na crista da onda.  Eis que vem "Come around sundown". Nesse disco eles voltam a equilibrar o som da cidade com o som do Tennessee. Ponto para eles. Quando o mundo parece que vai te devorar é preciso que você tenha um lugar seguro para manter a cabeça no lugar.

AO VIVO

Tive a oportunidade de ver o Kings of Leon ao vivo três vezes e gostei do que vi e principalmente do que ouvi. Os caras têm um leque bom para variar o repertório dos shows e são convincentes no palco. 

Por exemplo, quando ouvimos "Cold desert", "Be somebody", realmente acreditamos que o cara está literalmente na merda. Você não vai lembrar que em casa esperam por ele a maravilhosa esposa, modelo da Victoria's Secret, e o filho. Parece bobo? Relembre os shows aos quais você assistiu recentemente e conte em quantos deles o artista te convenceu, por completo.

E o som do KOL é intenso, verdadeiro, inspirador... Muito mais do que só outra música que vai logo virar tema para comerciais.

DICAS
Além dos discos, se você quer conhecer melhor o KOL, recomendo o DVD "Live at 02 London, England" (Vox Music, R$ 37) e o documentário "Talihina sky - the story of Kings o Leon" (Sony Music, R$ 99).



Adreana Oliveira 
é jornalista por profissão, paixão e roqueira por uma inexplicável predestinação. Atualmente é editora de cultura do jornal Correio de Uberlândia e colunista de música.

A cozinha da Alice # 28 Torta folhada de Nutella e maças

Esse é um mês cheio de aquarianos a quem quero todo o bem do mundo.
Foi aniversário da minha conhatita, aquela moça linda que aparece por aqui de vez em quando.
Quis fazer uma espécie de torta de massa folhada, com recheio de nuvem com arco-íris, cheiro de flores, amor cavalar galopante, trevo de quatro folhas e Nutella. Uma coisa bem do jeito que ela merece. Mas só achei a Nutella e a massa folhada. Então fiz assim:


Ingredientes
- 1 kg massa folhada
- 10 maças
- 1 pode grande (gigante se possível) de Nutella
- 500 ml de creme de leite fresco
- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 4 colheres (sopa) de açúcar
- 1 pitada de 5 spices (uma mistura de canela, anis, cravo, pimenta do reino e funcho)

Preparo
Estique a massa folhada em uma superfície limpa forrada com papel filme, ou o próprio plástico em que ela vem enrolada. Usando um prato como molde, corte 4 círculos iguais. Um deles, corte tirinhas de mais ou menos um dedo de largura. Guarde 2 tirinhas horizontais e 2 verticais pra fazer as rosas. Com as outras tirinhas, posicione na forma anti aderente intercalando uma tira vertical e uma horizontal, até formar um círculo que tenha aproximadamente o mesmo tamanho que os outros. Para as rosas, eu usei essa ideia do pinterest, a foto é bem explicativa. Coloque as rosas por cima das tirinhas. Asse tudo em forno médio até dourar.
Corte o resto das maças em pedaços pequenos, coloque em uma panela grande com manteiga, açúcar e o 5 spices. Deixe em fogo baixo até dar uma leve amolecida e aumente o fogo no final para dourá-las. Deixe esfriar.
Bata o creme de leite fresco na batedeira até ficar em ponto de neve. Com a batedeira ligada no mínimo, vá acrescentando a Nutella. Experimente para conferir o açúcar. Eu não acrescentei e ficou um pouco sem doce. Se você gosta de doce bem doce, pode colar alguma colheres de açúcar na mistura.
Monte a torta com todos os ingredientes em temperatura ambiente. A primeira folha de massa folhada, 3 colheradas abundantes de creme com Nutella, 3 colheradas de maça, outra folha e por aí vai. Por último a folha de tirinhas com as rosas.


Também fizemos esse brownie, só que com amêndoas no lugar das nozes. Polvilhei açúcar de confeiteiro com uma peneirinha por cima de tudo antes de servir.

Quando eu penso na Carol me vem em mente um  milhão de coisas bonitas.
Ela tem sempre coisas boas pra dizer. Chega num lugar, conhece uma pessoa, e tem sempre um elogio na ponta da língua. Conhatita, quando eu crescer quero ser como você.
Então essa música vai especialmente pra ela, com muito, muito amor!

Nosso primeiro brinde...

Cervil
Coluna sobre cultura cervejeira, harmonização e música. Todas as segundas quintas-feiras do mês no Sabor Sonoro.


        Cerveja! Bebida milenar fermentada, “carbonatada” e alcoólica. Proveniente do amido contido preferencialmente em grãos maltados. Segundo tradições seculares, é a união de água, fermento, lúpulo e malte. É o "pão líquido". Pode também conter outros ingredientes como frutas, chocolate, rapadura, ervas, especiarias, mel... Enfim, a cerveja.
A cerveja é filha de ambientes rigorosos e hostis, de povos consumidores de comidas fortes e nutritivas, como carne e batata, e dados à agricultura. É uma bebida eminentemente popular, porque mais barata para ser produzida, mais adaptável a climas diversos e mais generosa em suas doses, ainda que possa ser produzida com requintes e processos que a tornam uma bebida por vezes sofisticada, rica e complexa.
Também considerada a “bebida da civilização” pela elevada elaboração técnica e pela não espontaneidade de sua fabricação, pois requeria algumas tecnologias como a agricultura e a cerâmica em sua origem. É dividida genericamente em três grandes famílias que são a Lager; a Ale e a Lambic (que inclui outras cervejas de fermentação espontânea como Faro e Gueuze), embora existam cervejas que não se assentam bem em nenhuma dessas grandes classificações, como é o caso das Altbier e das Kolsch. Dentre essas famílias, circulam alegremente cerca de 150 estilos de cerveja.
            A palavra "cerveja" começou a ser usada por soldados romanos após o retorno deles de uma campanha na Gália, daí atribuir-se aos gauleses a criação da fonte latina desse termo. Plínio, o velho (22-79 d.C.) seria o primeiro, segundo historiadores, a usar a palavra “cerveja” em documentos escritos pelas mesmas razões e com a mesma acepção que se usa hoje.
              Como dizia Plutarco: "A cerveja aumenta e alimenta as amizades". Por meio dela encontrei um hobby, mais uma razão para estudar, um motivo de diversão e uma nova profissão; e foi por meio desse nobre líquido que encontrei mais alguns bons amigos, dentre eles o Marcel, que me concedeu uma grande honra quando me convidou para escrever sobre a relação entre cerveja, música e gastronomia no Sabor Sonoro. A partir de agora, escrevo aqui também sobre esses grandes prazeres com foco em harmonizações entre cerveja e boa comida, como as que povoam esse blogue quase comestível a que me uno a partir de hoje.
             Despeço-me agora com uma playlist ótima ("Quem tem groove, tem tudo") de um DJ de Florianópolis, Renato Magrini, que combina lindamente com uma bela Pilsen Premium com adição de guaraná que, além de refrescante, é, apesar do nome, bem brasileira: Göttlich, Divina Pilsen. Deem especial atenção ao funk/soul surpreendente do Rei Roberto Carlos.





Saudações cervejeiras, musicais e gastronômicas,


Estéfani Martins
Professor, sócio do restaurante Santo Malte, membro da Confraria de Cultura Cervejeira do Cerrado (CCCC) e membro da ACervA Mineira. 

Big Appetites - Christopher Boffoli

Quem diria que um dia eu estaria colaborando no Sabor Sonoro, logo o blog que mais apreciava quando escrevia para o Gordelícias. Eu ficava de cara em como o Marcel e a Alice poderiam cozinhar bem e além do mais, tirar fotos incríveis. Eis que hoje estou aqui, inaugurando meus posts que mensalmente, vão trazer algumas das coisas que mais gosto na vida: inspirações, arte, comida e internet. Espero que gostem!


Para começar, trago as fotografias de miniaturas feitas por Christopher Boffoli. Seus personagens habitam um mundo de comida: um cone de sorvete vira barraca de acampamento, um pedaço de queijo é a lua, pimentas viram bolas para um jogo de futebol. Suas fotos, além de deliciosas, são lúdicas e nos dão vontade de não parar de girar o scroll do mouse. Não é a toa que a série, intitulada Big Appetites, foi publicada em mais de 90 países ao redor do mundo. 







Via.


Carol T. Moré
Publicitária, trabalha com planejamento e conteúdo. Apaixonada por cores e internet, gosta de boas referências, tendências e tem olhos para o que é legal, inovador e original. É no Follow the Colours que você encontra algumas de suas inspirações.

Filé à Gremolata


Lembra desse risoto que publiquei dias atrás? Ele foi acompanhado por esse delicioso filé.
Estava muito afim de fazer um bom prato de "arroz e carne", mas não sabia exatamente o que combinar. Foi só ver esse video do Gordon que resolvi na hora.
A gremolata é servida normalmente com ossobuco, mas acho que acompanha bem qualquer tipo de carne, inclusive as brancas.



Ingredientes:
(4 pessoas)

Filé
- 4 medalhões de filé mignon de 150 a 200g cada
- 2 dentes de alho
- 1 ramo de alecrim
- 1 ramo de tomilho
- caldo de galinha (usei um líquido pronto, mas pode usar um cubinho)
- sal a gosto
- pimenta do reino a gosto

Gremolata
- raspas e suco de 1 limão siciliano
- 2 colheres (sopa) bem cheias de alcaparras
- 1 dente de alho (como usei no filé não usei aqui no molho)
- 1 xícara de salsinha sem os talos mais grossos
- azeite
- sal a gosto


Preparo:

Gremolata
Pique bem a salsinha e as alcaparras. Acrescente a raspa e o suco do limão, misture tudo com uma porção generosa de azeite e uma pitada de sal. 
Quer uma dica? Prepare uma porção um pouco maior para usar em outro dia como acompanhamento de outras carnes ou até na salada. Dura 1 semana fácil na geladeira.

Filé
Aqueça bem uma frigideira antiaderente, tempere os medalhões com pimenta e sal.
Mantenha o fogo alto e grelhe até dourar de cada lado, acrescente os ramos de alecrim e do tomilho, os dentes de alho amassados e o caldo de galinha. Deixe os filés grelhando neste delicioso suco por mais um minuto ou pelo tempo suficiente para deixar no ponto de sua preferência. Retire os files é reduza o liquido que sobrou na panela até engrossar um pouco.
Para servir, coloque o sobre o filé um pouco do caldo da frigideira e depois com uma boa porção de gremolata. Bom apetite! 

Para ouvir, vou deixar aqui a dica de um cara que descobri dias atrás viajando pelo Youtube: Ben Howard.


Playlist do mês: Brasil Balanço



Se você acompanha o blog com mais frequência já deve ter visto posts que fogem do tema "receitas", assunto mais frequente aqui no Sabor.
Isso é uma vontade antiga que agora começa a tomar forma com novos colaboradores, mas sem fugir da essência do blog: gastronomia e música.

Aí você me pergunta: e as receitas? Continuam aqui, sendo publicadas com a mesma frequência, a intenção é só aumentar, variar e melhorar o conteúdo.
Espero que gostem, as sugestões também são muito bem vindas, deixe seu comentário ou mande um email pra contar o que acha das novidades, ok?

Então hoje inauguramos outra coluna do lado Sonoro do Sabor, a playlist do mês.
Como fevereiro é o mês do carnaval, fiz uma mix de músicas brasileiras para você remexer.
Um pouco de MPB, Samba e Bossa da velha e da nova geração. Em comum o balanço e a alegria que só a nossa música tem.

Aproveito para indicar o 8tracks, uma rede social onde você pode criar suas playlists, descobrir e curtir novos sons. Indispensável para quem gosta de música. Em casa normalmente embalo as noites com algum mix bacana que encontrei no site.
Também estamos lá: 8tracks.com/saborsonoro