Ando bem animado com os caldos: comida quente, leve, fácil de fazer e combina bem com as noites frias desta época do ano.
Mas sempre acho que dá pra incrementar um pouco, seja nos ingredientes ou na apresentação, então acrescentei nesse caldo de lentilha bem simples uma fatia grossa de queijo minas grelhado e um pouco de couve picado e refogado. Acho que combinou bem e até ficou bonitinho. ;)
Ingredientes (em média 4 pessoas)
- 300g de lentilha
- 1 cebola pequena
- 2 dentes de alho
- 1 colher (chá) de canela (é opcional, mas eu acho que faz toda a diferença)
- pimenta do reino moída na hora
- 1 queijo minas fresco de mais ou menos 500g (ou coalho)
- 4 folhas de couve bem picada
- sal a gosto
- azeite a gosto
Preparo:
Deixe a lentilha de molho por pelo menos 2 horas. Na panela de pressão, frite o alho e a cebola picada até dourar, acrescente a lentilha, sal e água até cobri-la. Tampe e cozinhe por uns 30 minutos em fogo médio.
Depois que a lentilha estiver cozida, use um mixer ou liquidicador para bater a mistura, passe pelo coador, acrescente a canela e a pimenta moída, corrija o sal se necessário e reserve.
Refogue a couve picada com sal, azeite e um pouco de alho, reserve.
Corte o queijo minas em fatias de mais ou menos 2cm de altura por 7cm de comprimento, grelhe rapidamente todos os lados em uma frigideira bem quente.
Monte os pratos como na foto: um pouco de caldo (se colocar muito o queijo pode "afundar") o queijo e por cima um pouco de couve. Aí é só servir!
Pra acompanhar, vamos de Beyonce interpretando a grande Etta James no filme Cadillac Records.
Domingo: meu níver, comida indiana e Jamie Oliver.
Todo mundo já teve algum aniversário inesquecível, seja pela comemoração, pelo lugar ou pela companhia. O meu foi este ano, e com tudo isso junto. :)
Já começamos o dia com guloseimas, fomos até um café na Russel Square e pedimos croissants, esse belo cheesecake da foto e torradas com cogumelos deliciosos.
Eu e o Fernando deixamos as meninas passeando pelo Old Spitalfields Market e fomos matar a sede no Pub The Ten Bells, que fica bem próximo e funciona desde 1666. Dizem que o Jack Estripador também tomava uma cervejinha lá.
Nosso destino era a Brick Lane Street, mas antes paramos para almoçar em um restaurante indiano que o Fernando já conhecia. A mesa foi essa fartura que vocês podem ver aí na foto: várias pequenas porções que foram consumidas com grandes goles de Tigre, uma cerveja indiana bem refrescante.
Não vou conseguir escrever sobre todos os pratos, mas pedimos frango, carneiro e outros acompanhamentos bem temperados e deliciosos!
Lá aconteceu a primeira surpresa de aniversário: no fim do almoço os garçons trouxeram um bolo e rolou o tradicional parabéns cantado por todos no restaurante. Fiquei me achando...kkk
Depois de uma tarde nos divertindo com as feiras, lojas e figuras da região, pegamos o metrô rumo a Canary Wharf, uma região moderna de Londres que também concentra o centro financeiro da cidade. O passeio já valeu pela arquitetura do lugar, mas não sabia que estávamos ali por outro motivo: comida, pra variar, aprontaram uma surpresa pra mim e arranjaram uma mesa no Jamie´s Italian para o jantar.
Acho que nunca comentei isso aqui no blog, mas foi quando vi o programa do Jamie Oliver pela primeira vez, ainda no People & Arts, é que cheguei a conclusão de que eu poderia arriscar também, mesmo não conhecendo técnicas ou grandes segredos da culinária, mas simplesmente porque gostava de cozinhar e comer bem. Então confesso que estar ali já era bacana simplesmente por estar, e fiquei emocionado com a surpresa, com o carinho e com o trabalho que a Carol e todos da turma tiveram comigo nessa ocasião.
Mas falando do que interessa: o lugar tem uma decoração MUITO bacana, com referências ao tradicional universo da comida italiana misturadas com o contemporâneo. Conseguiram combinar inox, caixas de feira, grafites na parede e outros detalhes de forma muito harmônica, e apesar de estar em uma região sofisticada da cidade, o restaurante carrega toda a informalidade do cara que deu o seu nome ao local.
A comida também tem a cara do dono: nada muito ostensivo ou elaborado, quase todos da mesa foram de massa e o pedido campeão foi o da minha irmã, Wild Garlic Tagliatelle, que ela já está tentando reproduzir em terras tupiniquins para a nossa alegria. ;)
Os pratos são bem servidos e muito acessíveis pelos padrões da cidade, para quem tem curiosidade, vale a pena visitar o site e conhecer o cardápio.
Depois de um dia como esse, fiquei pensando na vela que minha comadre Thaís levou para o bolo do parabéns no restaurante indiano, onde estava escrito "21 again". Acho que seria até divertido voltar aos 20 e poucos, mas na hora o meu pedido foi outro: passar meu aníversário rodeado de pessoas queridas em momentos tão especiais novamente, muitas e muitas vezes! :)
Não é fácil responder essa pergunta, a festa Junina é um evento tão rico da nossa cultura que na minha opinião cada região, cada festa, cada cozinheira tem o seu.
Por isso achei muito bacana a ação da Consul, Segredos do Brasil, que encara o desafio de desvendar esses segredos.
A mecânica é simples: é só acessar o site da promoção e enviar uma foto com o seu segredo, pode ser um momento de uma festa, um detalhe da decoração, momentos com os amigos, aquela receita deliciosa da sua avó...
As imagens que revelarem os segredos mais legais ficarão expostas no site da Consul em forma de mosaico e, ao final da nossa busca, o mosaico com todas as fotos será mostrado na TV.
Eu já estou concorrendo com essas duas fotos do post: encanto e simplicidade, que fiz nas maravilhosas festas que aconteciam na fazenda do avô da Carol: simples, coloridas, animadas e saborosas, como toda boa festa junina tem que ser. :)
Curioso ter demorado tanto tempo para conhecer Londres, como sempre gostei do bom e velho rock inglês, sempre tive uma paixão platônica pela cidade. Por muito tempo, quando estava em alguma cidade "reconhecível" nos meus sonhos, eram os ônibus vermelhos e os predinhos de tijolos escuros que estavam presentes. Mais estranho ainda é por termos a Thaís e Fernando, um casal de grandes amigos e compadres, morando na cidade há mais de 5 anos e sempre nos convidando para visitá-los.
Bom, até que enfim deu certo, o tempo foi menor do que eu gostaria, mas o suficiente pra conhecer um pouco da cidade e matar a saudade dos amigos. Então essa semana os posts serão dedicados a essa experiência inesquecível.
Primeiro dia: Eurotúnel, British Museun e minha primeira Pint em Londres.
Fomos de Paris a Londres pelo Eurotúnel, na famosa travessia por baixo do Canal da Mancha. Os primeiros sinais de que essa viagem seria acompanhada de boa comida já veio junto com o serviço de bordo: comemos quiches tão deliciosos que nem parecia que estávamos em um trem.
Chegando em Londres, só deixamos as malas no quarto do hotel e já fomos até o British Museum, que estava a duas quadras de distância.
A noite finalmente encontramos o Fernando e a Thaís, o destino para colocar o assunto em dia não poderia ser outro: um Pub, claro! Sou cervejeiro de carteirinha, então confesso que fiquei emocionado quando chegou a primeira Pint na mesa..rsrs.
Também pedimos um prato com vários aperitivos diferentes, frituras calóricas e deliciosas! Comi um tipo de rolinho primavera com carne de pato que não vou esquecer.
Depois de muita cerveja e conversa, o jeito era ir descansar, mas não antes da última cerveja no pub do hotel. ;)
Segundo dia: Borough Market, caminhada pelas margens do Tâmisa e comida italiana.
No sábado saímos cedo para conhecer o Borough Market, o mercado mais famoso de Londres.
O lugar é de enlouquecer qualquer pessoa que gosta de comer bem, lá encontramos ingredientes e produtos do mundo todo, além de uma grande variedade de orgânicos.
Por falar em orgânicos, vale reforçar que isso por lá não é moda ou coisa parecida, é uma realidade e as pessoas realmente estão preocupadas com a procedência do que comem.
É claro que experimentamos de tudo um pouco: currys, azeitonas, pratos vegetarianos, sanduíches e até uma raclete. Só a empolgação justifica tamanha gula.rsrs
Toda essa energia tinha que ser gasta de alguma forma, então fomos conhecer alguns pontos turísticos caminhando pela margem do Tâmisa.
Entramos no Tate Modern, mas uma visita "de verdade" duraria alguns dias, então conhecemos apenas uma parte desse museu de arte moderna que ocupa um grande prédio que já foi uma usina de energia.
Continuamos nosso trajeto até a London Eye e partimos para o Covent Garden, essa hora a fome já bateu de novo, e como os Pubs da região não aceitam crianças (descobrimos isso lá), jantamos no Carluccio's, restaurante de comida italiana muito bem feita e com preço justo.
Último dia: Île Saint-Louis, Happy Hour e o jantar de despedida.
Pois é, o tempo passa voando e chegamos ao nosso último dia em Paris, a idéia era ir até a região mais antiga da cidade, visitar a Notre Dame e redondezas.
Ali também fica a ilha de St Louis, que na minha opinião, é um dos lugares mais charmosos de Paris. No almoço, sanduíches e um delicioso quiche de presunto pra não perder muito tempo, tomamos o famoso sorvete Berthillon (o da foto é de framboesa e rosas, uma delícia!) e passamos o resto da tarde visitando lojinhas e curtindo as ruas estreitas da ilha.
No retorno, paramos no Café Brasserie La Source, que fica na rua do apartamento que ficamos, a Rue de Grenelle.
Escolhemos o lugar simplesmente pela "cara" e tivemos uma ótima surpresa, minha mãe pediu um Café Gourmand, que vem acompanhado de creme brulé, macarons, mousse de chocolate e bolachas.
Pedimos também uma jarra de vinho Rosé e esse prato de queijos aí da foto, onde estava o Brie mais gostoso que já comi!
A noite, um jantar simples e rápido pra despedir da cidade e do apê: mais queijos, mais vinho, fundos de alcachofra com tomate (essa eu publico em breve) e este macarrão leve e muito fácil de fazer.
Salada de macarrão na taça
Ingredientes:
- 4 folhas de alface
- 1/4 de xícara de vinagre balsâmico
- 4 colheres (sopa) de azeite
- sal a gosto
- 1 colher (café) rasa de mostarda dijon
- 250g de macarrão cozido
- 15 tomates cereja
- azeitonas e folhas de manjericão para decorar
Preparo:
Em um liquidificador ou processador, faça o molho com as folhas de alface, vinagre balsâmico, azeite, mostarda e sal. Reserve.
Cozinhe o macarrão em água fervente até ficar al dente, escorra e misture com o molho.
Em uma taça, coloque algumas fatias de tomate cereja, cubra com o macarrão. Decore com as azeitonas pretas e folhas de manjericão. Sirva frio.
Terceiro dia: Museu Rodin, Jardin des Tuileries, Louvre e um super café da tarde.
Continuando nossa saga em Paris, partimos bem cedo para o Museu Rodin, infelizmente eles só permitem carrinhos de bebê no jardim, mas já valeu a visita, muitas obras do artista estão espalhadas por esse maravilhoso espaço.
Antes de partir para o próximo destino, resolvemos tomar um lanche no café que fica ali mesmo, no jardim, e tivemos uma ótima surpresa: além dos tradicionais sanduíches, alguns pratos de verão, todos com uma bela apresentação em copos de vidro. Comi um de salmão defumado com lentilhas em um molho que parecia uma mistura de maionese e mostarda que estava delicioso, vou tentar reproduzir a receita em casa em breve.
Continuando nossa caminhada, passamos pela Champs-Élysées, pela Praça da Concórdia e chegamos ao Jardin des Tuileries, a primavera deixa o lugar ainda mais bonito, e depois de matar o tempo curtindo esse belo parque criado no século XVI, visitamos rapidamente o Louvre e continuamos nosso passeio até a próxima parada gastronômica.
Chegamos ao Angelina, tradicional Casa de Chá na Rue de Rivoli, que a Carol queria muito conhecer. Coco Chanel, Proust e outros celebres eram frequentadores desse lindo salão estilo Belle Epoque.
Fizemos o pedido clássico: para beber o chocolate quente e pra comer o famoso Mont Blanc, doce com cobertura de creme de castanhas e o recheio de chantilly. O doce é muito bom, mas o chocolate quente é, de longe, o melhor que já tomei: encorpado e muito saboro, sem exagerar na doçura, esse vai ficar na lembrança por muito tempo.
Para quem prefere outros sabores, o cardápio é bem extenso e você também pode comprar alguns doces e souvenirs na loja, sem precisar sentar no salão, mas aí perde todo o charme.. ;)
Voltamos para casa e a noite fizemos o último passeio do dia: uma volta noturna de barco pelo Rio Sena, ver os principais prédios e pontos turísticos das margens do rio iluminados é outro programa imperdível!
Pra encerrar a jornada, só restou forças pra chegar em casa e brindar a alegria de estar em um lugar tão lindo com pessoas que a gente ama. :)
Como disse no post anterior, decidimos alugar um apartamento em Paris. No começo ficamos preocupados com a idoneidade do site, da questão do pagamento, se não estavamos comprando gato por lebre, entrega das chaves, etc...
O que posso dizer é que foi uma ótima experiência, apesar do apartamento ser menor do que parecia nas fotos, era muito bem montado e limpo. Mas o melhor é a liberdade e a sensação de ser um "local", além de ser mais econômico de que um hotel na mesma categoria. Resumindo: quando puder, volto no mesmo esquema, sem dúvida nenhuma. Pra quem se interessar, recomendo o site ParisAdress, eles tem aptos para todos os gostos e bolsos. E o processo ocorreu na maior tranquilidade do começo ao fim.
Sobre o cozinhar em Paris, acho que o maior privilégio e ter acesso a ingredientes MUITO melhores a preços acessíveis. Por isso, preparamos receitas muitos simples, que valorizavam cada ingrediente, ou apenas deliciosas tábuas de queijos e frios. E por mais que eu goste de cozinha, não queria de forma nenhuma passar horas dentro dela, afinal, tinha uma cidade fantástica nos esperando do lado de fora. :)
Por isso, um dos pratos que preparamos (leia-se: minha irmã..rsrs) foram essas trouxinhas: os aspargos estavam em todas as bancas, verdes, brancos, pequenos, grandes... todos os tipos e todos lindos, não dava pra resistir. Juntando os queijos que são um capítulo a parte na França, não tinha como dar errado.
Ingredientes (em média 6 trouxinhas)
- 300g de massa folhada
- 200g de aspargos
- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 100g de queijo Brie
- 100g de queijo emental
- sal a gosto
Preparo:
Refogue os aspargos na manteiga e um pouco de sal, até ficarem macios.
Corte a massa folheada mais ou menos do tamanho de um pires. Coloque em uma xícara ou um recipiente qualquer que possa ir ao forno. Disponha no centro da massa o aspargo cozido e coloque por cima os pedacinhos de queijo e feche a trouxinha. Coloque no forno pré-aquecido de 20 a 30 minutos a 250º ou até ficar dourado por cima.
Acompanhe ouvindo ZAZ - Les passants. Bon appétit
Bom, lá se foram minhas férias, poucos dias muito bem aproveitados.
Se tem uma coisa que adoramos fazer é viajar, mas somando o tempo que ficamos "grávidos" e o nascimento do Luca, tivemos que nos conter em relação as grandes distâncias por um bom tempo.
Mas no começo do ano a vontade ficou maior do que qualquer coisa, então nos planejamos, arrumamos as malas e partimos (eu, Carol, Luca, minha irmã e minha mãe) para o nosso roteiro: Paris e Londres.
Como o blog é (principalmente) sobre gastronomia, e como não fiz um roteiro tradicional, vou me conter e fazer um relato dos comes e bebes. E para não fazer um post infinito, vou dividir a viagem em partes. Começo então aqui, pelos dois primeiros dias.
Primeiro dia: um alô para a torre.
Já conhecíamos a cidade, e para ter uma experiência diferente, alugamos um pequeno apartamento, no 7º arrondissiment, bem perto da Torre Eiffel.
Nosso projeto de cozinhar em casa e tentar viver a cidade de uma forma menos "turística" começou muito bem: a localização do apartamento foi uma ótima surpresa, sabíamos que a região era bacana, mas não imaginávamos que no nosso quarteirão teríamos supermercado, açougue, padaria etc, etc..
Compramos vinho e queijos para esquentar as turbinas e como já era tarde, fomos a pé até a Torre Eiffel, só para dar um alô para o principal monumento da cidade. Mas a comida sempre está na programação, então já encaramos um crepe doce na Carrousel Gourmand, nada espetacular, mas valeu pelo momento.
Na volta paramos em um Café para fechar a noite, chocolate para as meninas e a última taça de vinho pra mim. :)
Segundo dia: Montmartre, lojas de babar e um belo jantar.
Quando acordei a Carol já tinha organizado o nosso primeiro café da manhã: croissants, palmiers, cerejas... começamos o dia muito bem!
Depois de uma bela caminhada por Montmartre e uma visita obrigatória da Sacré Coeur, almoçamos em um pequeno restaurante chamado Chez Marie, com uma comidinha honesta, bom atendimento e menu bem barato: pagamos 12 euros com entrada, prato principal e sobremesa.
O destaque aqui foi para o boeuf bourguignon, a carne estava desmanchando de tão macia e o tempero estava delicioso!
A próxima parada foi na estação de Metro de Madeleine, fomos conhecer duas lojas de alimentos e bebidas sofisticadas que são a perdição de qualquer gourmet: a Fauchon e a Hediard. Tudo lindo e delicioso, mas com preços bem salgados.
Voltando para o apê, uma parada no supermercado para comprar os ingredientes da janta. E o que chama a atenção são os preços dos vinhos e queijos, muito mais acessíveis do que os nossos. Sobre frutas, verduras e legumes a coisa é mais séria, é impressionante a qualidade dos horti frutis, dá impressão que a gente só fica com o pior por aqui. :(
Os pratos
Aqui é bom fazer uma observação importante: quem colocou a mão na massa, de verdade, foi minha irmã, o bonitão aqui ficou só no palpite, no vinho e na foto..rsrs. Amanhã publico as receitas.
Olá pessoal, estou aqui só para dar um alô a todos, disse que não acessaria a internet esses dias mas não resisti..rsrs
As férias estão chegando ao fim e o blog volta a ser atualizado com mais frequência na próxima semana, prometo que faço posts mais completos da viagem.
Mas só para compartilhar com vocês um pouco do que já fizemos, aí estão algumas fotos do Borough Market, um passeio imperdível aqui em Londres para os que gostam de gastronomia.
Agradeço de coração meus amigos e compadres Fernando e Thais, que estão nos guiando por essa cidade fantástica nesta semana. Sem vocês o passeio não seria tão especial. ;)
Bom, por hoje é só, espero que gostem das imagens, até semana que vem!
Depois de um looongo tempo, consegui tirar alguns dias de férias. E férias pra mim significa viajar. :)
E claro que um dos meus programas favoritos nas viagens é a comida. Na verdade tenho que me controlar para não pensar só nisso..rsrs
Então, espero que logo consiga publicar dicas, pratos e fotos bacanas. E já peço desculpas se a frequência de posts for menor esses dias, mas prometo compartilhar com vocês momentos saborosos e sonoros do nosso roteiro.
PS: O Tomate Viajante é mais uma ilustração do meu grande amigo e compadre Wilson Jr. Conheça as estampas do cara no Camiseteria.
Churrasco que é churrasco tem que ter picanha, linguiça, frango, vinagrete, mandioca, etc...
Mas por que não variar, fazer acompanhamentos, molhos ou combinações diferentes?
Vi uma salada com laranja no livro Comidinhas de Rua, que ganhei do meu pai e fiz uma variação para acompanhar a carne na brasa em um domingo na casa da minha sogra. Ah, a parte "carne & carvão" foi da minha amiga Ju, de Campinas, que manda muito bem e sempre que vem à Uberlândia fica com essa tarefa. :)
Acho que essa salada tem tudo haver com churrasco porque ela faz um contraponto interessante com o sal e a gordura da carne: é refrescante, doce e ácida. Acompanhei com um molhinho de mostarda e mel, que não tem erro.
Você pode até trocar as folhas, não colocar as amêndoas, mas não tire a laranja, ela é o "tcham" da salada!
Preparo:
Rasgue as folhas, descasque a laranja, corte em fatias finas e depois em 4 partes, misture todos os ingredientes, abra uma cerveja beeem gelada e coloque Roberta Sá pra tocar. :)
Visitar Pirenópolis era uma viagem que planejava fazer há muito tempo. Fui uma vez quando era criança e tinha a cidade ainda na lembrança, mas sempre aparecia um motivo para eu adiar o retorno, até que consegui voltar há poucos dias.
Como o Luca ainda está bem pequeno, não fizemos nenhuma grande trilha ou maiores aventuras para conhecer as belas e famosas cachoeiras da região. mas visitamos a Fazenda Vagafogo, um santuário ecológico com uma estrutura muito bacana. Na fazenda, além das trilhas e atividades como arvorismo e rapel, eles servem um super brunch com mais de 45 itens produzido na fazenda. Como tinha acabado de tomar café na pousada não encarei a maratona, mas vale a pena, experimentei umas geléias maravilhosas! Eles até emprestaram aquelas cadeirinhas que a gente pode colocar o bebê nas costas, o Luca gostou muita da nova forma de transporte e curtiu muito a trilha.
Também fomos muito felizes na escolha para hospedar. Ficamos na Pousada Walkeriana, muito bem localizada, com quartos espaçosos, equipe atenciosa, ambiente muito agradável e familiar. O Luca não queria sair da piscina e adorou o berço que colocaram para ele no quarto. :)
Ah, nas fotos da pousada no site as videiras estão bem novinhas, hoje elas estão bem grandes, produzindo uvas e fazendo uma bela sombra.
Durante a noite, a Rua Direita, a Rua do Lazer e a Rua do Bonfim são as mais movimentadas, e concentram grande parte das lojas, bares e restaurantes. Ideais para uma caminhada.
É claro que não deixei de conhecer algumas opções gastronômicas da cidade, mas infelizmente não tive tempo para experimentar todas as indicações. Fica para próxima o Bacalhau da Bibba, uma mistura de antiquário e restaurante que tem o peixe como especialidade; e também o Monte Serrat.
Do que experimentei, meu prato preferido foi a Panelinha de Carne de Sol da Confraria do Boxexa, os aperitivos também são muito bons e no dia que fomos o som ficou por conta de uma banda de jazz de primeira.
Todo mundo indica também a Pizzaria do Alemão, comemos por lá no fim de noite uma marguerita. O ambiente muito simples as pizzas são honestas e os preços bem justos para uma cidade turística.
Para quem gosta de comida típica, são várias opções pela cidade, comemos no Pirineus Restaurante, bufet no fogão de lenha e deliciosos doces típicos.
Comemos um peixe na telha muito bom no Aravinda. O bolinho de bacalhau deles também é muito bom.
Resumindo, acho que "Piri" merece outras visitas, um ótimo destino pra quem quer descansar, curtir a natureza, e claro, comer também! ;)
Recebi um convite irrecusável: um jantar especial na casa dos meus amigos Kris e Rômulo.
Como já falei nesse post, ela é de família que cresceu na cozinha, então tudo que ela faz é delicioso e muito bem feito.
E nesse jantar ela caprichou, não sei nem falar qual o prato preferi (todas as receitas estão no blog Cozinhando para Relaxar). Se você não conhece o blog da Kris, está perdendo tempo! :)
E além desses pratos maravilhosos, cada cozinheiro de plantão também contribuiu com o cardápio:
- O Fabiano, do Scriptease (meu compadre e irmão da Kris), fez uma costelinha de porco com crosta de biju que foi acompanhada com um chutney de manga, ficou delicioso.
- Minha amiga Dani (do Cozinha Travessa) fez um muffin salgado super leve que combinou muito bem com o espumante o acompanhou.
- Eu fiquei com a sobremesa. Daí fiz essa receita que vocês podem conferir abaixo.
No mais, só fico agora na torcida para que possamos juntar essa turma de novo o mais breve possível!
Folhado com recheio de nutella e chocolate amargo com calda de frutas.
Ingredientes: (para 10 pessoas)
- 600g de massa folhada laminada (usei duas embalagens de 300g da Arosa)
- 350g gramas de Nutella
- 1 lata de creme de leite (sem o soro)
- 100g de chocolate amargo
- 500g de frutas da estação ou de sua preferência (usei morango, cereja, figo e amora)
- 1 xícara (chá) de açúcar
- 1 colher (chá) de canela em pó
- 1 xícara de água
- 2 colheres de manteiga (para untar a forma)
- 2 gemas de ovos
Preparo:
Calda
Leve a água e o açúcar para o fogo alto, assim que começar a engrossar, acrescente a canela e todas as frutas picadas, deixe no fogo baixo por mais 15 minutos. Desligue e reserve.
Recheio
Em banho maria, derreta o chocolate amargo, depois acrescente o creme de leite e a nutella, misture bem e reserve.
Folhado
Corte a massa folhada em retângulos de aproximadamente 10cm x 6cm.
Pincele a gema de ovo sobre a massa e leve para o forno preaquecido a 200º até que ela fique dourada (no forno que usei demorou uns 20 minutos, mas fique atento para não queimar).
Montagem
Aí é fácil: uma massa folhada, recheio, outra massa, recheio de novo, outra massa. Na hora de servir cubra com a calda de frutas. Tranquilo.. ;)
Para acompanhar, vamos de Fernanda Takai interpretando o grande Chico Buarque.
Quem cozinha já ouviu alguma frase desse tipo, quem não cozinha já falou coisa parecida:
- Cozinhar? Uhnn, até queria arriscar, eu não sei fazer nem ovo frito...
- Cozinhar? Uhnn, eu ando meio sem tempo...
- Cozinhar? Uhnn, prefiro a lasanha congelada, é só botar no microondas...
- Cozinhar? Uhnn, faço um miojo E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R...
- Cozinhar? Uhnn, não gosto, prefiro ver novela...
Tirando a última frase, que é uma opção, no mais o que dá pra perceber é que muita gente não arrisca por medo, ou por pensar que tudo é demorado e muito complicado.
Claro que existem pratos complicadíssimos, demorados ou com ingredientes caros. Esses eu também não faço, mas existem infinitas possibilidades de sabores, ingredientes e receitas muita fáceis e rápidas.
Ai eu pergunto: medo de que? De queimar o ovo? Do bolo não crescer? Do arroz empapar?
Todo mundo que começou a cozinhar perdeu algum prato ou errou alguma receita, mas tentou de novo e hoje tem a possibilidade de comer o que faz, na hora que quiser, com a combinação que preferir, e isso dá um prazer danado, posso garantir. ;)
Esses legumes na manteiga por exemplo, olha só:
Ingredientes:
- 1 cebola roxa fatiada
- 1 abobrinha pequena fatiada
- 1 cenoura fatiada
- 10 vagens
- 1 colher (sopa) de manteiga (ou azeite, se preferir)
- 1 colher de mostarda Dijon (pode ser a comum também)
- sal a gosto
Preparo:
Cozinhe em água fervente as vagens por 5 minutos, escorra e já leve para a frigideira, acrescente os outros ingredientes e a manteiga, cozinhe por mais 5 minutos em fogo alto, para que os ingredientes não fiquem muito moles e também não junte água. Acrescente a mostarda, misture bem e sirva.
Se você é carnívoro, acrescente pequenos cubos de filé mignon ou de frango. Comece o processo refogando a carne na manteiga e um pouco de sal, e assim que ela estiver perto do ponto (5 a 10 minutos) acrescente os outros ingredientes.
E pensando nisso e lembrando de uma sugestão que minha amiga Fernandinha me deu há muuuiiito tempo, crio com essa receita a tag "fast food", não para colocar receitas de como fazer bigmacs ou miojos, mas pratos rápidos, com ingredientes simples e que exijam pouca (ou nenhuma) experiência com as panelas. Só peço pra tomar cuidado para não esquecer o fogo ligado. ;)
Algumas receitas aparecem do nada e não temos nenhuma expectativa de resultados surpreendentes, principalmente quando os ingredientes são muito simples.
Foi isso que aconteceu com esse caldo de feijão branco. Cozinhei na noite anterior porque já estava preocupado com o tempo que ele estava guardado, daí foi pra geladeira, sem destino certo.
No outro dia minha irmã veio cozinhar aqui em casa (a receita dela publico em breve, ficou deliciosa!) e pensei no caldo como entrada, foi uma surpresa: ficou super leve e muito saboroso.
Ingredientes:
- 400g de feijão branco
- 1 lata de creme de leite
- 150g de queijo prato ralado
- 1 colher (sopa) de pimenta do reino branca
- 2 colheres (sopa) de alho frito granulado (1 para a mistura e outra para decorar)
- 1 cebola grande
- azeite a gosto
- sal a gosto
- folhas de sálvia para decorar (ou salsinha, cebolinha, etc)
Preparo:
Deixe o feijão branco de molho, de preferência, na noite anterior. Se o feijão for novo, duas horas são suficientes.
Na panela de pressão, frite a cebola picada até dourar, acrescente o feijão e água até cobri-lo. Tampe e cozinhe por uns 30 minutos em fogo médio. Funciona sem a panela de pressão também, mas o tempo para o cozimento deve aumentar de 30 a 60 minutos.
Depois que o feijão estiver cozido, acrescente 1 colher de sopa alho em flocos, o queijo ralado e a pimenta moída na hora.
Eu queria um caldo com uma textura bem lisinha e leve, então usei um mixer (pode ser no liquidificador também) e coei toda a mistura, mas isso é opcional.
Depois de coado coloque o creme de leite, deixe cozinhar até conseguir a consistência desejada.
Corrija o sal e finalize servindo em cumbucas e decorando com folhas de sálvia, gotas de azeite e o alho granulado.
E no som, vou recomendar uma recente descoberta do meu pai: Melody Gardot.